Discurso de Boas-vindas

BEM-VINDO DA SUA EXCELÊNCIA Faure Gnassingbe, Presidente de Togo

Caríssimas Irmás,
Caríssimos Irmãos,
Caríssimos Amigos,

A todos aqueles que participaram na conferência de Lomé, gostaria de dar as sinceras, cordiais e fraternais boas-vindas em terra togolesa de África.

Em nome do Povo togolês, do seu Governo e em meu nome próprio, gostaria de saudar a realização da Sessão extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana no Togo, sobre a Segurança marítima e o Desenvolvimento na África.

Ao acolher esta Conferência de grande alcance para a África, o Togo insiste em confirmar o seu interesse e o seu desempenho com a causa do nosso continente cujo o presente e o futuro são tão prezados.

Reconhece-se o lugar da África na questão da política mundial em termos de geopolítica, de geoestratégia e de geoeconomia, numa só palavra na problemática das relações internacionais.

Com efeito, as diversas operações de destabilização da África por via terrestre como por via marítima, entre outras, não podem deixar os Estados Africanos e o Africanos indiferentes.

Cientes do perigo que ameaça os nossos países e os nossos povos na sua existência, assim como da imperiosa necessidade em mobilizar os meios de que dispomos, incluindo nomeadamente os nossos mares e os nossos oceanos, os Estados Africanos tomaram a decisão em Malabo de realizar, por iniciativa do Togo, uma sessão extraordinária sobre a Segurança marítima e o desenvolvimento na África. Esta Sessão terá lugar em Lomé, em 15 de outubro de 2016.

Durante esta Conferência, diversas questões serão examinadas, das quais as questões ligadas à insegurança marítima, marcada por atos de agressão, de banditismo, de roubo à mão armada, dos tráficos ilegais de todo tipo em trânsito no mar, da pesca ilegal, da preservação do ambiente marinho, do mar como fator de desenvolvimento e da cooperação regional e internacional para a salvaguarda da segurança marítima.

Para além, a Conferência vai estudar as vias e os meios adequados para eliminar os atos criminosos que põem seriamente em causa a paz e a segurança assim como a navegação no conjunto do espaço marítimo africano, em particular, no Corno de África e no Golfo da Guiné.

Em matéria de desenvolvimento, a Estratégia africana integrada para os mares e os oceanos no horizonte de 2050 (Estratégia AIM 2050) será no centro das obras de Lomé com o objetivo de uma aplicação reforçada e maior do plano de operacionalização com o objetivo de criar uma maior riqueza, pela promoção de uma economia azul, saudável, sustentável, segura e responsável do ponto de vista do ambiente.

Nesse sentido, importa então que a África, decidida a assumir plenamente a responsabilidade que lhe cabe relativamente a ela própria, e apoiada pela comunidade internacional, que crie os meios necessários para eliminar os atos criminosos no mar, e dedicam-se à realização da visão 2063 da União Africana para a África, que oferece perspectivas felizes para o continente no que diz respeito nomeadamente ao seu progresso económico e social.

Convencido que a África pode responsabilizar-se e assumir o seu destino, desejo que a Conferência de Lomé conduza a resultados concretos, fiáveis, aplicáveis, permitindo atingir rapidamente os nossos objetivos de paz, de estabilidade e de desenvolvimento para a África.